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Uma luz no fim do túnel
Por Paulo Henrique Prudente,
Jornal Linha de Chegada
Uma luz no fim do túnel. Talvez esta seja a melhor maneira de explicar o que significa a iniciativa de 15 apaixonados pelo triathlon ao fundarem a A3T-Rio (Associação de Triatletas e Técnicos de Triathlon do Rio de Janeiro. Entre os 15 membros fundadores – alguns velhos conhecidos, outros nem tanto – há em comum o desejo de ver a modalidade ganhar o rumo que já deveria ter tomado há muitos anos: o sucesso.
“Nossa meta, em médio prazo é mostrar às grandes empresas que o triathlon pode ser um ótimo investimento, através do patrocínio e do apoio às provas no Rio de Janeiro. Mas para isso é preciso iniciar um trabalho de massificação do triathlon. Pretendemos mostrar que ser triatleta não uma coisa do outro mundo” – explica Raphael Pazos, diretor de Marketing de um hotel em Copacabana e presidente da A3T Rio.
Tomando sua própria história como exemplo (ver depoimento completo), Raphael Pazos, de 32 anos, busca incentivar aqueles que gostam de correr, pedalar e nadar a ingressar na prática do triathlon:
“Em 2001, com 26 anos e pesando 96kg, eu vivia única e exclusivamente para o trabalho. Aliás, minha rotina de vida era resumida a casa, trabalho, faculdade e as imperdíveis baladas. Resolvi mudar e hoje me orgulho de subir ao pódio em algumas provas de triathlon”.
Membro-fundador da A3T, o técnico de triathlon Antonio Marcio Ferreira (ver depoimento completo) tomou conhecimento da formação da associação através do Orkut e logo se tornou membro da comunidade por se identificar com as idéias do grupo:
“Fui convidado para reunião e logo de cara eu me identifiquei com as idéias e com a indignação de todos os envolvidos, uma vez que eu presenciei a ascensão e a queda do triathlon no Rio de Janeiro” – conta Antonio Marcio, que começou a trabalhar em provas e a se envolver com treinamento em 1995.
O treinador explica que vincular o triathlon ao Ironman assusta aqueles que não se sentem preparados para uma prova extremamente sacrificante:
“O esporte está muito parado no Rio, já que não há um movimento em busca de melhoras, de divulgação, massificação e popularização do esporte. A grande maioria da população quando pensa em triathlon pensa no Ironman, em bicicletas caríssimas e esforços físicos sobre-humanos, o que não é verdade. Qualquer pessoa, com um mínimo de preparo e orientação, pode participar e completar um triathlon.”
A atleta e treinadora Márcia Ferreira, uma das referências do triathlon no Rio de Janeiro também faz parte do grupo fundador da A3T - para muitos que vivem neste meio esportivo isto representa credibilidade para a entidade – e com uma história de superação luta para dar aos triatletas melhores condições de treinamento e de competição:
“Diante de toda minha vivência esportiva, ainda considero o triathlon um esporte amador principalmente no Rio de Janeiro, mesmo já fazendo parte do quadro de esportes olímpicos. Não existe, na maioria das vezes, uma estrutura profissional que garanta a continuidade de um trabalho. A A3T que tem como proposta não só a massificação do esporte, como também, em um futuro próximo, oferecer as mínimas condições de trabalho para os atletas e todos os profissionais envolvidos nesta causa”. (ver depoimento completo)
Campeão brasileiro de duathlon e aquathlon, Caetano Pauferro (ver depoimento completo) também usa sua própria experiência para fazer da A3T uma maneira de democratizar o triathlon:
“Estudei de 1995 a 2001 no Colégio Militar, o que me proporcionou uma excelente formação e uma vivência em esportes de difícil acesso, como esgrima, ginástica artística, pólo aquático e equitação ,além de poder participar da equipe de natação do colégio. Paralelamente já conhecia o tritahlon , mas não podia praticá-lo por falta de tempo e dinheiro para comprar uma bicicleta . Somente em 2003 comecei a pedalar e fazer triathlon realmente . Meus objetivos como membro fundador da A3T são de ajudar os atletas iniciantes e os que têm vontade de praticar o triathlon ,mas não tem a menor idéia de como começar , evitando que eles não percam tempo como eu , procurando locais e pessoas certas para treinar .”