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DOR MUSCULAR TARDIA
Dores Musculares Tardias – DMT’s (ou conhecidas como DOMS – Delayed Onset of Muscle Soreness) são comumente sentidas por atletas e esportistas em geral, que se engajam em atividades físicas que normalmente “fogem” à rotina habitual de seus programas específicosde treinamento, como por exemplo as competições esportivas ou atividades físicas paralelas extras – atividades lúdicas principalmente.
Tais dores surgem normalmente nas primeiras 24 horas subsequentes a um determinado estresse/esforço físico, podendo se manifestar em até 72 horas após o término do mesmo, e geralmente apresentam uma duração de 24 à 96 horas, dependendo fortemente da intensidade e da duração do esforço físico realizado, bem como do status nutricional e da capacidade metabólica de recuperação de cada indivíduo.
As DMT’s são normalmente causadas por atividades musculares que exigem mais dos músculos e por isso produzem grandes tensões “negativas” nesses (conhecidas como contrações excêntricas), o que normalmente promove um dano às membranas das fibras musculares e dos elementos contráteis. Esses danos frequentemente causam micro-rupturas do tecido muscular (micro-lesões musculares), causando um inchaço local (derrame), bem como produzem “irritadores” químicos que estimulam os receptores locais de dor das terminações nervosas musculares.
O tratamento dessas dores é na grande maioria das vezes realizado através de exercícios de flexibilidade (alongamentos), a utilização de produtos “urticantes” (géis terapêuticos), crioterapia (gelo) e exposição à sauna (vasodilatação), mas nenhum deles é considerado efetivo pois têm efeito de alívio temporário e não duradouro. Da mesma forma, a utilização de medicamentos contendo Ácido Acetil-Salicílico (Aspirina) ou substâncias anti-inflamatórias pode proporcionar algum alívio, mas não são métodos de tratamento com efeitos comprovados.
As DMT’s são geralmente músculos “feridos” e a estes deve ser dado tempo suficiente para cicatrização total. Esse processo natural é muitas vezes acentuado através de uma boa alimentação, um repouso adequado e um treinamento leve e específico para o aumento do fluxo sanguíneo à região afetada. Para isso, o desenvolvimento de programas de treinamento que podem prevenir/minimizar os efeitos tardios de uma atividade física “degradadora” incluem o aumento gradual e progressivo da intensidade e duração dessas atividades físicas no decorrer de semanas, bem como a redução de padrões de movimentos que tenham um grande componente “negativo” (ou excêntrico), além da permissão de um tempo maior de recuperação para os músculos específicos entre sessões de treinamento.